'Anarquia' faz governo cancelar convênio
O governador Roberto Requião (PMDB) assinou, ontem, decreto que cancela convênio firmado com o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam) há dois anos. A medida retira do Sindicam o direito de explorar o Pátio de Triagem com serviços de alimentação, higiene e assistência médico-odontológica para os caminhoneiros. Com isso, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) assume a responsabilidade da exploração do pátio.
O governador disse que foi levado a essa decisão, em decorrência da ''anarquia'' promovida pelo sindicato no Porto de Paranaguá, nos últimos dias. Requião justificou que os donos de caminhões não podem recorrer a um local público como instrumento de pressão.
O superintendente da APPA, Eduardo Requião, disse que o convênio firmado com o sindicato dos caminhoneiros previa a administração do pátio de triagem, sendo que a entidade deveria ter promovido uma série de melhorias no local para maior conforto dos caminhoneiros e não fez isso. Eduardo admitiu que o protesto dos caminhoneiros prejudicou a imagem do porto.
O Sindicam divulgou nota afirmando que o cancelamento do convênio não afeta em nada o sindicato. ''Ao contrário do que diz o governo do Estado, o sindicato não tinha nenhuma influência sobre a administração do Pátio de Triagem.'' O sindicato informou que figurava neste convênio só como colaborador para viabilizar as obras necessárias dentro do pátio para atendimento aos caminhoneiros.
O sindicato também rejeita a crítica do governo de que provocou tumulto no porto. O presidente da entidade, Diumar Bueno, disse que apenas intermediou o conflito e as decisões foram da categoria. Segundo ele, o governo precisa ser mais sensível aos dramas dos caminhoneiros que sofrem com a falta de alimentação, higiene e segurança, nas longas filas ao longo da BR-277.





