São Paulo - Os analistas internacionais estão superestimando os impactos negativos da guerra no Iraque na economia brasileira, segundo projeções divulgadas no finala de semana Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.
O cientista político e editor do estudo elaborado pela Fundação, Kurt von Mettenheim, diz que atualmente a economia brasileira é menos vulnerável à redução dos fluxos externos de investimentos e menos dependente das exportações, que somam menos de 15% do Produto Interno Bruto (PIB).
Mettenheim destaca como exemplos dessa menor vulnerabilidade a redução do déficit em conta corrente - que caiu de US$ 33,4 bilhões em 1998 para US$ 7,8 bilhões em 2002 -e a melhora no saldo da balança comercial.
''Há exagero na avaliação de risco e superestimação quando se fala sobre os impactos ga guerra no Brasil'', disse. Para o pesquisador, a partir do segundo trimestre deste ano haverá melhora da confiança dos investidores na economia nacional, com aumento nos fluxos de investimentos para o País.
A FGV estima que, em 2003, o Brasil deve receber US$ 17,4 bilhões em investimento estrangeiro direto, superando os US$ 16 bilhões estimados na pesquisa feita pelo Banco Central com as principais instituições financeiras do País. Para a balança comercial, a fundação projeta um superávit de US$ 17,5 bilhões, frente aos US$ 13 bilhões de 2002. A expectativa do mercado é que o superávit seja de US$ 16 bilhões.

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