Analistas rebaixam expectativa de aumento do PIB
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sábado, 29 de março de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Depois de três meses de governo Lula e dez dias após o começo do ataque dos EUA ao Iraque, boa parte dos economistas já revisou as previsões para o crescimento da economia em 2003, e os números não são dos mais animadores. Se no início do ano havia quem falasse em expansão de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), atualmente a maioria das apostas se concentra entre 1,5% a 2%.
O economista-chefe do Unibanco, Alexandre Schwarstman, revisou a previsão de crescimento de 2% para 1,5%. Como a inflação mostra resistência mais forte do que a imaginada, o BC deverá manter uma política monetária apertada por mais tempo, afirma. Ele não descarta a hipótese de que a taxa Selic, hoje em 26,5% ao ano, volte a subir antes de iniciar uma trajetória de queda. O que só deve ocorrer a partir de setembro.
O economista-chefe da MCM Consultores Associados, Celso Toledo, também reviu para baixo a previsão de crescimento, de 2,4% para 1,8%, principalmente por causa da expectativa de uma política monetária apertada. A tendência da inflação é de queda, afirma, mas há dúvidas quanto à velocidade.
É no segundo semestre que os analistas depositam as esperanças de crescimento mais forte, pois no primeiro, haverá expansão mais contida, segundo Luís Suzigan, economista-chefe da LCA Consultores. E diz que ''o consumo básico sofre com a renda real deprimida, corroída pela alta dos preços e pelo desaquecimento da economia, o que desfavorece as reivindicações por reposição da inflação nos salários. O consumo de bens duráveis, como automóveis, é prejudicado pelo crédito escasso e caro''.


