Analistas prevêem maior investimento externo em 2003
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segunda-feira, 08 de setembro de 2003
Renato Andrade<br>Agência Estado 
Brasília O mercado financeiro elevou pela primeira vez no ano a estimativa de ingresso de investimentos diretos estrangeiros na economia em 2003. A pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com empresas de consultoria e instituições financeiras, divulgada ontem, mostra que a maioria dos analistas aposta num ingresso de US$ 8,5 bilhões em investimentos,frente aos US$ 8,3 bilhões do levantamento anterior. Também foi aumentada a previsão para 2004, de US$ 11,75 bilhões para US$ 12 bilhões. Foi a segunda vez no ano em que houve aumento da expectativa.
Apesar de prever maior ingresso de divisas, o mercado está pessimista quanto ao crescimento da economia e sinaliza que a retomada para valer do nível e atividade só deve ocorrer a partir de 2004. Para este ano, a projeção média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,20% para 1,03%. A estimativa para 2004 manteve-se em 3% pela 37 semana consecutiva.
A nova redução na estimativa de crescimento do PIB de 2003 veio na esteira da revisão de projeções feita por institutos de pesquisa e divulgação de indicadores de produção industrial que ainda refletem recuperação tímida dos negócios. A mais recente previsão do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (Ipea) indica que a economia crescerá apenas 0,5% em 2003.
Já a projeção do mercado para a balança comercial melhorou. Segundo a sondagem, a balança terá em 2003 um superávit de US$ 19,10 bilhões, acima dos US$ 18,40 bilhões indicado na pesquisa anterior. Outra mudança positiva ocorreu na projeção para o déficit das transações correntes (balança de mercadorias e serviços), que caiu de US$ 2 bilhões para US$ 1,5 bilhão.
Nos demais indicadores pesquisados não houve surpresas. A projeção para a taxa básica de juros (Selic) no final do ano sofreu uma leve queda, passando de 18,08% para 18%. O mercado continua apostando que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a taxa em 1,5 ponto porcentual neste mês, o que levaria a Selic dos atuais 22% ao ano para 20,5%.


