Jonathan Utz/France PresseOperadores em Hong Kong assistem à queda livre das açõesO inferno dos mercados financeiros internacionais parece não ter fim. A Bolsa de Nova York fechou em queda ontem de 1,32%, embora com os principais índices bastante acima das mínimas do pregão. O pano de fundo é o temor de que será mais difícil do que se previa tirar o Japão da recessão. ‘‘Os investidores vinham subestimando o impacto do problema asiático’’, comentou Charles Pradilla, diretor de pesquisas institucionais da SG Cowen.
O rublo russo fechou em queda, em meio ao pânico de vendas que atingiu a Bolsa de Moscou. O índice RTS fechou em queda de 9,11%, depois de o pregão ter sido interrompido por cerca de 45 minutos quando a queda das ações superou 11%.
A Bolsa da Cidade do México fechou em baixa de 2,76%. Foi o oitavo fechamento consecutivo em queda. A Bolsa de Londres fechou com queda de 2,8%. O anúncio da fusão entre a British Petroleum e Amoco, na maior união do setor industrial da história - de US$ 48 bilhões - trouxe certo alívio ao mercado, mas não reverteu a baixa.
A Bolsa de Frankfurt fechou em queda de 3,79%. A Bolsa de Paris também recuou forte (2,4%), contaminada pelo pânico das demais praças européias. ‘‘Não ficaria surpreso ao ver uma minicatástrofe nos próximos dias’’, disse um trader.
A crise asiática derrubou também a Bolsa de Valores de Buenos Aires. O índice Merval, depois de cair 7,33% durante o dia, se recuperou e fechou em 4,35%. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o dia com queda de 4,14% e giro de R$ 602 milhões. A Bolsa do Rio despencou 4,55%.

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