Brasília - Os economistas e analistas do mercado financeiro continuam aumentando suas previsões para a inflação em 2008, apesar do aumento da taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Também subiu a expectativa de alta dos juros.
Segundo a pesquisa semanal do BC, o relatório Focus, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como meta de inflação, subiu pela quinta semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 4,79%, acima dos 4,71% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%.
Na semana retrasada, o BC decidiu elevar a taxa básica de juros de 11,25% para 11,75% ao ano. O mercado esperava uma alta menor, de 0,25 ponto percentual. No comunicado, o BC citou como justificativa para o aumento dos juros a ''perspectiva para a inflação'', entre outros fatores.
Os economistas também aumentaram a expectativa para a taxa Selic, que deve terminar 2008 em 13% ao ano. A previsão na semana passada era 12,75%. Para o final de 2009, a previsão subiu de 11,25% para 11,34%.
Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções elevadas pelo mercado. O IGP-DI (Índice Geral de Preços -Disponibilidade Interna) subiu de 6% para 6,01%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 6,21% para 6,31%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 4,14%, ante 4,08% da semana anterior.
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2008 ficou inalterada em 4,6%. Para 2009, foi mantida a previsão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.

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