Analistas de mercado estranharam a informação da Dow Jones de que os embarques de soja dos Estados Unidos para a China estavam prejudicados face à legislação chinesa que ainda vai entrar em vigor (no dia 20 de março). Os Estados Unidos é que exportaram soja em excesso no início do ano e agora têm que calibrar seus embarques. Por outro lado, os analistas de mercado admitem também que a China não deixará de importar soja em grãos ou derivados dos Estados Unidos ou de outros países, seja essa soja transgênica ou não. Dizem que a soja estaria na agenda do presidente Bush à China, mas a imprensa deu pouca importância a este fato sugerindo que não há polêmica sobre o assunto. A China pode até impor algumas exigências mas terá que comprar no exterior a soja que precisa. E comprará dos Estados Unidos em maior quantidade, qualquer que seja a soja, transgênica ou não. Dependendo das exigências sobre os transgênicos, haverá mais espaço para a soja Brasileira, mas a China não manifestou esse interesse. Quem não quer soja transgênica - maior parte dos produtos disponíveis no mercado -, a esta altura deveria estar negociando com países que produzem soja convencional, como o Brasil. Isto, porém, não está ocorrendo.

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