Curitiba Otimismo em relação ao futuro econômico do Brasil, seja quem for eleito o novo presidente. Essa foi a tônica dos comentários feitos pelo analista econômico do ABN Amro Bank, Jankiel Santos, que esteve em Curitiba, ontem de manhã, a convite da cooperativa médica Unimed, para fazer uma análise do sistema financeiro após o período eleitoral a médicos e profissionais do setor de saúde.
Nem a decisão do Banco Central (BC), divulgada na segunda-feira, de aumentar a taxa de juros de 18% para 21% como forma de reduzir a inflação, segundo o analista, terá consequências negativas no fechamento dos números financeiros no final do ano. Com previsão inicial de fechar 2002 com taxa de 18%, a expectativa, agora, é chegar a 18,4%.
Os analistas financeiros do ABN, de acordo com Santos, ''vibraram'' com a declaração do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendeu a independência do BC. ''Isso mostra uma tendência de manter uma política mais ortodoxa'', disse.
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Caso Lula vença as eleições, ele acredita que ''a perspectiva é que haja uma calmaria no mercado logo após a apuração dos votos, depois que Lula apresentar sua equipe econômica''. Ele também defende que o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ajude a acalmar os investidores de Wall Street, apresentando, ele mesmo ao mercado externo o novo ministro da Economia.
''Eles estão entendendo que nenhum dos candidatos vai poder fazer o que quiser, porque dependem de negociações com o Congresso Nacional para aprovar seus projetos'', disse, lembrando que nem Lula nem José Serra (PSDB) têm maioria na Câmara e Senado.

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