O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano deverá ser igual ou superior ao registrado no ano passado (4,46%), segundo a avaliação do economista Fabio Giambiagi, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele critica o fato de se estar discutindo ‘‘casas decimais’’ nas projeções do PIB nacional, e avalia que um crescimento de 4% em 2001 é uma expectativa ‘‘pessimista’’.
Para Giambiagi, o ano começou no Brasil com a economia de tal forma aquecida que poderia levar a um crescimento acima de 5%. No entanto, os acontecimentos recentes, com pressão sobre o câmbio e alta dos juros, poderão reduzir o desempenho para entre 4% e 4,5%. ‘‘Já temos fôlego para chegar até esse número, mesmo com os problemas atuais’’, disse. Ele ressalta que ainda é cedo para avaliar se a base de comparação elevada de 2000 poderá prejudicar o resultado deste ano. O argumento é que é necessário aguardar a divulgação do PIB trimestral, em maio, para checar o impacto da base do último trimestre do ano passado.
Já o economista senior do BBV Banco, Fabio Akira, avalia o número divulgado ontem pelo IBGE como uma confirmação da ‘‘recuperação excepcional’’ da economia brasileira após a crise de 99. Ele ressalta que o porcentual divulgado foi ‘‘acima de todas as projeções’’, mas lembra que o resultado ainda não é definitivo e será revisto até setembro pelo IBGE.
Menos otimista está o economista Carlos Tadeu de Freitas, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). Para ele, o ano passado foi atípico por apresentar juros mais baixos e entrada substancial de capital estrangeiro no País, o que acabou gerando um crescimento do PIB acima do esperado. ‘‘Esse ano estamos vivendo o contrário’’, avalia. Por isso, ele acredita que dificilmente os 4% aguardados para este ano serão alcançados.

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