Análise de rebanho abatido em 2001 deu negativo
Na época que teve seu rebanho dizimado, cerca de 70 animais, Gustavo Fruet insistiu junto ao Ministério da Agricultura para que pesquisassem mais a ''scrapie'', já que é considerada exótica e pouco se sabe sobre ela no Brasil. Ele colocou seu rebanho à disposição da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para que as pesquisas fossem feitas e o rebanho fosse poupado, ''sem nenhum interesse comercial'', salientou.
Como não foi possível poupar o rebanho, Fruet pediu ao Ministério para que preservasse pelo menos os animais machos, uma vez que há um consenso quanto à propagação mais acentuada da doença entre as fêmeas. Não foi possível. O deputado pediu então que se coletasse sêmen dos machos, que poderia ser usado na pesquisa da doença. Também não foi atendido.
Após todas as negativas, Fruet exigiu que todos os animais de sua propriedade fossem analisados. Depois de mortos, coletou-se material do cérebro de todos os animais, que foi enviado para análise no laboratório da Universidade Federal de Santa Marina, no Rio Grande do Sul, único credenciado pelo Ministério da Agricultura para fazer esse tipo de exame. Foram analisados materiais de 70 cérebros de ovinos e todos os exames apresentaram resultado negativo, sendo que nenhum animal sacrificado apresentava predisposição para o desenvolvimento da doença.





