Análise confirma desvio de mais de R$ 2 bilhões
Araçatuba - Análises preliminares feitas pela Polícia Federal no material apreendido pela Operação Cana Brava, realizada ontem, confirmaram a existência do esquema que teria desviado mais de R$ 2 bilhões de contribuições previdenciárias não recolhidas por 160 empresas do setor sucroalcooleiro. A informação foi confirmada por autoridades que não puderam se identificar porque o inquérito que apura o caso corre em segredo de Justiça.
As fraudes teriam como centro a Companhia Açúcareira de Penápolis (CAP), da família Egreja, que seria a mentora de um dos maiores esquemas de sonegação fiscal do setor sucroalcooleiro. A companhia é dona das usinas Campestre de Penápolis e Diana, de Avanhandava, de onde partia a sonegação, cujos recursos eram desviados para uma rede, formada por empresas de fachada e pessoas físicas ''laranjas'', em conjunto com outras empresas do setor, criada para ocultar patrimônio, desviar e lavar dinheiro no exterior.
Quatro irmãos da família Egreja, entre eles o ex-deputado José Egreja (PTB-SP), continuam presos, dois deles (Celso e Mário) em Penápolis, uma irmã (Maria Rosa) em Araçatuba e outro em São Paulo (José). A reportagem procurou os escritórios dos criminalistas Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Arnaldo Malheiros, contratados para defender a família, mas eles não deram retorno.





