São Paulo A fabricante de equipamentos ferroviários Amsted-Maxion, controlada pelo grupo Iochpe Maxion, espera dobrar o faturamento este ano em comparação com 2002. A companhia vai colher os louros da vitória em concorrência da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para fornecimento de 1.850 vagões para as ferrovias controladas pela mineradora. A informação é do presidente da Amsted-Maxion, José Antônio Rodrigues.
A Amsted-Maxion faturou R$ 120 milhões em 2002, praticamente o mesmo valor de 2001. As entregas para a Vale já começaram e vão até dezembro. ''Já entregamos mais de 200 vagões'', disse. Para incrementar o ritmo da produção, a empresa contratou 600 funcionários. A empresa também é a mais cotada para produzir cerca de 100 vagões para a Brasil Ferrovias, que está ampliando a frota para a safra agrícola de 2004.
A Maxion já é fornecedora das duas empresas. Ela entregou, no ano passado, 16 vagões para a Ferronorte, encomendados em parceria com a Cargill. E também produziu 140 vagões para as ferrovias Vitória-Minas e Carajás, da Vale.
Ociosa - De acordo com Rodrigues, mesmo com as novas encomendas, a empresa trabalha com cerca de 80% de sua capacidade instalada. Segundo o executivo, a Amsted-Maxion não tem condições de se manter apenas atendendo o mercado interno. Boa parte da produção é para a exportação. A empresa vende equipamentos ferroviários, rodas e fundidos industriais para países como Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Itália, Mauritânia e Índia.
''No mercado interno, as coisas não foram muito bem em 2001, quando houve o racionamento de energia, nem em 2002; agora, devem melhorar'', acredita Rodrigues. A empresa se juntou à americana Amsted em fevereiro de 2000, para assimilar tecnologia e, principalmente, ampliar exportações. Além de fabricar vagões, a Amsted-Maxion produz truques ferroviários, componentes de choque e tração, rodas ferroviárias e engates automáticos para semi-reboques. Também é uma das líderes no fornecimento de peças fundidas de aço para máquinas industriais e de mineração.
O presidente da Amsted-Maxion afirma que vai se reunir com representantes da Vale para definir a estratégia de divulgação da produção de vagões. ''Essa é uma história bonita que precisamos contar'', comemora. Nos próximos dois anos, a Vale comprará 3,5 mil vagões de transporte de carga geral e minério de ferro e 64 locomotivas com potência entre 3 mil e 4 mil HP.

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