Ampliar a área e diminuir os custos
Para viabilizar o desenvolvimento do cultivo de trigo, o plano plurianual prevê a liberação de R$ 3,8 milhões via Banco do Brasil nos próximos cinco anos. Isso permitiria financiar a ampliação de área cultivada dos atuais 2 milhões de hectares para uma área mínima de 3,39 milhões de hectares, em 2007.
O governo federal teria ainda que oferecer opções de comercialização do trigo, com contratos de opção de venda e outros mecanismos, aumentar o prazo de vigência dos instrumentos financeiros de crédito, dos atuais 180 dias para 240 dias e disponibilizar armazéns com tarifa especial para os produtores. Com o aumento da área cultivada, a cadeia produtiva do trigo pretende envolver um número maior de propriedades, que poderiam diluir os custos de produção e tornarem o produto competitivo.
O protocolo de intenções prevê também incentivo para pesquisas. ''Isso é fundamental para descobrir novas fronteiras para o trigo, para o cultivo não ficar restrido aos Estados do Sul'', observou a agrônoma do Deral, Vera Zardo. O trigo é uma cultura de risco. Segundo Vera, a safra atual poderia ser a maior do Paraná desde o início dos anos 90, devido ao aumento constante da produtividade. Mas por causa de secas e de geadas, a safra de trigo paranaense sofreu uma quebra de 40% e só vai render 1,48 milhão de toneladas.





