Curitiba - Os empresários do Paraná reivindicam a ampliação da capacidade operacional do aeroporto Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, com a expansão da segunda pista e a construção da terceira. Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) mostra que apenas 3% do total de 14 mil toneladas de produtos industrializados exportados pelo Paraná saem do Estado via Afonso Pena. Os 97% restantes são exportados por aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo, aumentando o custo para as indústrias paranaenses que têm que assumir o transporte rodoviário até estes outros estados.
De acordo com o coordenador do Conselho Temático de Infra-estrutura da Fiep, Paulo Ceschin, esse transporte rodoviário dos produtos industrializados destinados à exportação gera para as empresas um custo adicional de R$ 13 milhões por ano.
O mesmo levantamento indica que a construção da terceira pista ampliaria em 100% a capacidade operacional do aeroporto no horário de pico. Além disso, permitiria a operação de linhas internacionais de carga, ampliando o trânsito entre o Paraná e o mercado europeu.
Hoje, o assunto será apresentado para o superintendente de planejamento e gestão da Infraero, Eduardo Ballarin, em uma reunião com empresários em Curitiba.
De acordo com o coordenador do Conselho Temático de Comércio Exterior, Ardisson Naim Akel, essas limitações do Afonso Pena são de conhecimento geral. ''A Fiep há muitos anos tem procurado debater a modernização do processo de logística do nosso estado e um dos grandes problemas de conhecimento de todos é a pequena capacidade operacional do Afonso Pena para o comércio exterior'', explica.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal prevê o investimento de R$ 140 milhões em obras para o Afonso Pena, que incluem apenas a ampliação da segunda pista e a expansão do terminal de cargas. De acordo com informações da Fiep, a construção da terceira pista necessitaria de um investimento estimado em R$ 200 milhões.
A Infraero informou que a maior parte da área que será usada para a construção da terceira pista já foi desapropriada. Hoje, a pista principal tem uma extensão de 2.215 metros. Com a ampliação, ganharia mais 375 metros. A pista secundária tem 1.800 metros de comprimento.
Segundo a Infraero, a ampliação da pista principal, do pátio de aeronaves e a implantação de pistas de taxiamento de aeronaves têm recursos previstos no PAC. A previsão é que a terceira pista tenha uma extensão de 3.200 metros.

mockup