São Paulo - Quando esteve no Brasil, há duas semanas, a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo brasileiro chegaram a uma avaliação comum: a de que a vulnerabilidade do País estava superada. Em outras palavras: que o pior da crise já tinha passado. Concordaram, também, que é hora de preparar os passos seguintes para atingir o crescimento e combater a desigualdade social.
Nas negociações do Brasil com o FMI, ficou acertado que, na carta de intenções que a diretoria do Fundo examinará em junho, o Brasil se compromete a adotar medidas para fortalecer o mercado de capitais. Esta é uma medida importante para dar às empresas alternativas de financiar sua expansão e aumentar a poupança interna do País. São itens que dão sustentação ao processo de crescimento da economia.
A ampliação da oferta de crédito que Lula pretende anunciar também é uma forma de fazer girar a roda do crescimento. Além disso, incluirá no processo econômico pessoas que hoje estão à margem dele. Os bancos privados foram convidados a participar da ampliação do microcrédito. A Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) integra um grupo de trabalho composto pelo governo para estudar essa modalidade de empréstimos. Ela já é oferecida em pequena escala pelas instituições financeiras. Foi comprovado, na prática, que o risco de inadimplência é baixo.
O que o governo quer é ampliar a oferta de crédito na economia de uma maneira geral, principalmente para parcelas da população que nunca tiveram acesso a empréstimo bancário. Lula também pretende aumentar a oferta de empréstimos fortalecendo as cooperativas de crédito e desburocratizando o financiamento agrícola.

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