Duas das três amostras de gasolina, coletadas pela equipe da PIC e analisadas pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL), estavam adulteradas. De acordo com o promotor Leonir Batisti, da PIC, o combustível encontrado no Auto Posto Meninão II, da avenida Brasília, 5.250, propriedade de Sérgio Goes de Oliveira, apresentava 28% de álcool quando o permitido é 25%. Segundo o promotor, no Auto Posto Birigui, da avenida Tiradentes, 2.841, pertencente a Maxwell Pavesi, a amostra colhida tinha 24% de gasolina e 76% de uma mistura de álcool com água.
O relatório seria enviado, ainda ontem, ao Procon para as devidas providências. Segundo o coordenador do órgão Gerson da Silva, os empresários fraudadores serão autuados e terão 10 dias para defesa. ''Somente depois é que será lavrada a multa que variará entre R$ 212,00 e R$ 3 milhões'', detalhou.
Os promotores da PIC transferiram para a próxima semana o depoimento dos empresários detidos na Casa de Custódia. Segundo Batisti, eles preferiram analisar melhor as informações já colhidas e preparar o pedido de prorrogação da prisão provisória para mais cinco dias. No momento, sete dos 14 homens detidos continuam presos. Entre eles, apenas Fábio Ribeiro da Fonseca prestou declarações ao Ministério Público, mas voltou à Casa de Custódia porque seu depoimento foi considerado insatisfatório. A PIC também deve enviar, na próxima semana, outras cinco amostras de gasolina coletadas esta semana para posterior análise. (B.R.)

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