Hong Kong - O chanceler brasileiro Celso Amorim reconhece a modéstia dos acordos até aqui. Mas o resultado não é insignificante, disse o ministro, chamando a atenção para o requisito de cortes dos subsídios internos. Amorim valorizou uma novidade política: pela primeira vez, todos os grupos de economias emergentes, pobres e em desenvolvimento agiram de forma coordenada e sem ruptura. O principal negociador da UE, Peter Mandelson, tentou neutralizar as pressões daqueles grupos chamando a atenção para as diferenças de muitos de seus interesses.
O Brasil facilitou a unidade ao encampar demandas de outros países, como a criação de salvaguardas para produtos considerados importantes para a renda, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural. Atendeu, assim, pretensão da Índia e de países africanos.
A adoção de uma lista desse tipo é defendida também no Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Técnicos do Ministério da Agricultura consideram um despropósito, até porque o Brasil é um eficiente exportador de vários dos produtos propostos para a lista. Mas o Itamaraty acabou admitindo a proposta e assim apoiou as pretensões de países muito menos competitivos na agricultura e muito mais defensivos na estratégia agrícola. (R.K.)

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