Amic quer que governo prorrogue GPS eletrônica
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de julho de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A Amic (Associação das Micros e Pequenas Empresas de Cascavel) quer que o governo, através do Ministério da Previdência Social, adie por três anos a vigência da portaria nº 375, que obriga as empresas a recolherem suas contribuições previdenciárias por meios eletrônicos, a chamada GPS eletrônica (via Internet e caixas automáticos dos bancos), e não mais através de guias em papel junto aos guichês da rede bancária.
O presidente da Amic, Othmar Rempel, explica que esta portaria entraria em vigor inicialmente dia 2 deste mês, mas o governo decidiu prorrogar o sistema atual até final deste mês. Com isto, a referida portaria passará a valer a partir de agosto próximo. Ele justifica que a imensa maioria das empresas de micro e pequeno porte ainda não incorporaram ao seu cotidiano o uso da Internet.
Pela nova sistemática, para que as empresas possam recolher suas contribuições ao INSS terão que possuir, além de computadores e Internet, também conta bancária. Rempel considera que a modernidade não se atinge por decreto, e sim, com investimentos, educação e mudança de cultura, observada a realidade sócio-econômica do cidadão brasileiro.
A Amic enviou carta aos deputados federais da região Oeste e aos senadores paranaenses solicitando apoio e interferência junto Ministério da Previdência Social, para duas propostas: que a implantação do novo sistema da GPS eletrônica seja adiada por três anos, e para que seja mantido o pagamento da GPS em papel, diretamente nos caixas dos bancos ou das casas lotéricas, no valor de até R$ 1 mil.
O presidente da Amic também considera absurda e inconveniente a orientação dada pelo INSS, de que as empresas que não puderem manter conta em banco, utilizem contas de terceiros para quitação da GPS eletrônica. Isto, segundo Rempel, equivale a dizer que confiar a senha a terceiros, para o pagamento eletrônico em terminais bancários, seria o mesmo que fornecer cheque em branco.


