Americanos vão plantar mais milho e menos soja
Na safra 2002/03 - com 15% da área plantada - já existe uma reversão de tendência: a área de soja deve ficar em torno de 29 milhões ou um pouco mais, enquanto a área de milho - com maior área semenada - volta a aumentar passando de 31,5 milhões para 32 milhões de ha. Isto não muda diante da lei aprovada quinta-feira, na opinião do especialista.
Para Muraro, a redução da soja já é reflexo do novo sistema de subsídio que contempla um leque maior de culturas incluindo benefícios maiores para as gramíneas (milho, trigo, aveia, centeio). A nova Farm Bill vinha sendo discutida há mais tempo e sua aplicação foi adiada por conta da crise econômica agravada depois dos atentados de 11 de agosto do ano passado.
Os agricultores norte-americanos voltam a plantar mais milho porque vão olhar os valores recebidos por área. Na comparação há uma diferença de US$ 24,00/saca em favor do milho. São US$ 4,70/saca a uma produtividade de 150 sacas/hactare que resulta num valor bruto aproximado de US$ 700/hactare, menos um custo de produção de US$ 370,00/ha. Sobra um líquido de cerca de US$ 330,00/ha
A soja a US$ 11/saca converte US$ 551,00/ha (considerou uma produtividade média de 50 sacas/ha) a um custo médio de US$ 245,00/ha. Resulta numa renda líquida de US$ 306,00/ha. Os cálculos são do consultor da Agência Rural.
O agricultor norte-americano, neste momento, não está considerando quanto vai receber a mais pelo bushell de soja, mas qual o seu lucro líquido por área (acres) plantada.
O ano da soja americana vai ser marcado por um equilíbrio entre uma produção de 80 milhões t e uma demanda de 79 milhões de t. A Bolsa de Chicago estará sensível a qualquer evento (climático ou político). A soja brasileira será o diferencial desse comportamento. (O.P.)





