Americanos procuram apoio para fábrica
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terça-feira, 04 de junho de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Um grupo de norte-americanos está em Londrina desde a semana passada buscando incentivos e parcerias para instalar uma fábrica de produtos fotovoltaicos. Na última sexta-feira, Scott Rettberg,John Tuttle e Tim Volk se reuniram com o prefeito de Londrina, Alexandre Kireff, e também com o secretário Estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros.
Eles dizem ter adquirido mais de US$ 50 milhões em propriedade intelectual e máquinas para o negócio. Instalada, por exemplo, em vidraças ou telhas, a tecnologia fotovoltaica produziria energia solar para grandes empreendimentos urbanos ou para fazendas.
No ano passado, ainda na administração do ex-prefeito Barbosa Neto, Rettberg esteve em Londrina à frente de um outro projeto que não se viabilizou. A ideia era instalar na cidade uma fábrica de equipamentos para tratar resíduos sólidos a partir de uma tecnologia inovadora. Questionado sobre os motivos da mudança de planos, ele citou, entre outros fatores, a morte de seu parceiro no Brasil, o advogado londrinense Ariovaldo Ferraz de Arruda, ocorrida em julho.
O americano também afirmou que o projeto anterior exige "uma série de protótipos" que poderiam levar vários anos para serem concluídos. Na época, no entanto, o prazo dado pelos norte-americanos para a conclusão do protótipo era de seis meses e a produção dos equipamentos começaria na sequência. "Ele sentiu que sua energia seria melhor gasta na criação de um projeto mais a curto prazo, e este projeto de energia solar já está pronto. É quase uma fábrica em uma caixa", afirmou o brasileiro Adriano Valente, que atua como intérprete do grupo.
Em entrevista à FOLHA, Rettberg disse que a tecnologia fotovoltaica pode ser instalada, por exemplo, nas vidraças de edifícios ou no teto de residências. "A energia solar gerada pode ser usada pelo próprio prédio", afirmou. John Tuttle calcula que, com 7.200 metros quadrados de vidraça, um arranha-céu poderia economizar até R$ 700 mil em energia no prazo de um ano.
Coordenador regional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Clóvis Coelho é quem está intermediando os encontros dos norte-americanos com as autoridades do Paraná. "Eu os levei ao prefeito Kireeff, ao secretário Barros e ao prefeito de Apucarana (Beto Preto). E ainda vou levá-los à Agência de Desenvolvimento, em Curitiba", afirmou.


