Desde 1970, os Estados Unidos vêm buscando novos usos para a soja e o milho, que são commodities agrícolas. Um dos primeiros resultados foi o desenvolvimento de tecnologia para produção de biodiesel com soja. A afirmação é do diretor do Centro de Pesquisas para Utilização de Produtos Agrícolas, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Peter Johnsen, que visitou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Londrina, ontem.
Johnsen disse que, ao longo dos anos, os americanos aperfeiçoaram a
tecnologia que é composta de 80% de diesel e 20% de óleo de soja. Esse
óleo de soja especial passa por processos químicos que garantem melhoria
na combustão, quando misturado ao petróleo. ‘‘A grande vantagem do biodiesel é que o produto chega a reduzir em até 20% os níveis de poluição causados pelos petróleo’’, diz Johnsen.
O pesquisador americano afirma que em milhões de quilômetros rodados nos
Estados Unidos, o biodiesel apresentou excelente desempenho. Um dos
únicos problemas são as temperaturas inferiores a menos 10 graus, porque
ocorre cristalização do óleo. ‘‘Mesmo assim, empresas de ônibus e
empresários agrícolas apresentaram interesse em usar o produto’’.
Outra linha de pesquisa, ainda com biodiesel, mostra que a introdução de
2% de óleo de soja pode melhorar o desempenho dos motores e reduzir a
poluição ambiental. O óleo de soja substitui a ação do enxofre que tem
efeito lubrificante, mas ao mesmo tempo é poluente. No caso, a soja
funciona como um lubrificante natural. ‘‘Várias indústrias americanas têm
buscando mais informações sobre esse trabalho para iniciar os testes com
seus carros’’.

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