Americano vê para Brasil avanços tecnológicos
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quinta-feira, 18 de março de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O diretor global do Conselho Americano da Universidade das Nações Unidas e especialista em planejamento estratégico para o desenvolvimento econômico, Jerome Glenn, acredita que o Brasil vai ser o berço mundial de avanços tecnológicos na área de pesquisa básica. Glenn, que esteve ontem em Curitiba participando do Seminário Futuros Tecnológicos, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), aponta que o País tem todos os ingredientes necessários para receber investimentos internacionais.
O Brasil seria credenciado naturalmente por ter sido o país-sede da Eco 92 promovida no Rio de Janeiro, ter um embaixador no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), conservar a Floresta Amazônica, ter dimensões estratégicas e boas relações internacionais. ''O Brasil é um país confiável. Não posso imaginar que o Brasil tivesse seu nome vetado por qualquer integrante da ONU'', opina.
Outro ponto que pesaria a favor do Brasil, segundo Glenn, seria a diversidade cultural de nacionalidades representadas pelos moradores do País. ''Acho que o Brasil deveria não só defender seu nome como o berço para a produção da pesquisa básica mundial como para receber recursos do Fundo Mundial para o Financiamento da Pesquisa Básica. É necessário investimento para que haja mudança'', diz.
O País teria sido o pioneiro na pesquisa básica da mistura do álcool e da gasolina para a comercialização e o maior defensor de estratégias de luta contra a proliferação da Aids. ''Nenhum outro país fez isso.'' Glenn acredita na pesquisa básica como a propulsora das demais pesquisas e tecnologias mundiais. ''As pesquisas vão tornando o mundo cada vez mais complexo. No entanto, o uso de tecnologias torna a vida social mais simples. Por isso, existe necessidade de se investir cada vez mais em pesquisa e em tecnologia'', considera.


