O economista diz que os americanos querem saber qual é a parte destes títulos que é ''tangível'', ou seja, que possuem empresas e bancos sólidos por trás destes papéis. Arturo afirma que este mundo ''irreal da especulação'' contaminou os mercados e tornou a crise sistêmica - atingiu, injustificavelmente, economias sólidas como a brasileira. ''Como você vai ensinar a raposa (especuladores) a não comer galinhas (economias)'', compara, ao relatar que o mercado logo irá separar o que é real do que é especulativo.
''O que tem que ficar claro é que esta crise é localizada, é só de hipoteca. O que estamos vendo é um efeito manada, onde investidores, de maneira injustificada, estão vendendo ações de companhias sólidas, sem saber que estão sendo vítimas destas raposas'', é incisivo. Esta ''predação'' faz parte da ''jogatina'' do mercado financeiro, reflete Arturo. ''As pessoas precisam deixar seus investimentos quietos nos bancos e na Bolsa e não fazer nada, esperar a crise ser resolvida pelas economias envolvidas nos títulos do subprime'', ensina.
O estudioso pondera que o Congresso americano tenderá a buscar outra saída, livrando o país da crise e não deixando suas intituições bancárias quebrarem. ''Mas o acordo para salvar a economia mundial não passa só pelos EUA, agora governos do mundo todo terão que encontrar uma maneira para sanear o mercado financeiro'', pontifica. (E.P.F.)

mockup