France Presse
De Genebra, Suíça
O trabalhador norte-americano continua sendo o mais produtivo no mundo industrializado, mas seus colegas europeus e asiáticos não ficam muito atrás, segundo um relatório do Bureau Internacional do Trabalho (BIT), publicado esta segunda-feira em Genebra.
‘‘A corrida da produtividade parece uma maratona sem fim, em que o trabalhador norte-americano segue ocupando a cabeça do pelotão, mas com muitos outros competidores que estão ganhando velocidade’’, disse Lawrence Jeff Johnson.
O especialista do BIT dirigiu estudo publicado ontem que passa em revista 18 indicadores básicos do mercado de trabalho no mundo inteiro. Em 1996, os ‘‘Estados Unidos ultrapassaram o Japão tanto em mais-valia por pessoa empregada (quase 10.000 dólares a mais) como em mais-valia por hora trabalhada (quase 9 dólares a mais)’’, observou Johnson.
Enquanto que o norte-americano passa o maior número de horas em seu trabalho, em comparação com os assalariados dos países industrializados, outros como os europeus, que trabalham menos tempo, vêem sua produtividade aumentar mais rapidamente.
O norte-americano passou em média quase 2.000 horas em seu local de trabalho em 1997, o que representa duas semanas mais que o japonês, com fama de ser um duro trabalhador. A jornada de trabalho anual vem diminuindo no Japão há 15 anos (1.889 horas em 1995).
Comparativamente, em 1996-97, o francês trabalhou cerca de 340 horas menos que um norte-americano (1.656 horas), o alemão 1.560 horas, o inglês 1.731 e o suíço 1.643 horas.
Alguns dados indicam, segundo o informe, que a supremacia atual dos Estados Unidos, em matéria de produtividade, está ameaçada não somente pela economia em vias de recuperação dos países asiáticos, mas também pelas principais economias européias.

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