Apesar de a estimativa para o crescimento da América Latina ser de apenas 1% neste ano, o desemprego deve ficar estável. Motivo: a queda de um ponto percentual na taxa brasileira, que tem peso de mais de 50% na composição do índice latino-americano.
Os dados fazem parte do Panorama Laboral para América Latina e Caribe, elaborado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) com índices de 15 países da região referentes ao acumulado de janeiro a setembro deste ano.
Em geral, o desemprego aumenta quando a economia cresce pouco ou se contrai. A estimativa para 2001, feita no ano passado e revisada neste, era de expansão de 4,5%.
Para explicar a queda do desemprego no Brasil de 7,2% para 6,2% de janeiro a setembro de 2001 ante igual período de 2000 , o diretor-adjunto da OIT no Brasil, Jaime Mezerra, disse que ela não está relacionada com a criação de vagas, mas com a saída ''de muita gente'' do mercado de trabalho. Segundo o IBGE, a média do contingente de pessoas fora da força de trabalho de janeiro a setembro deste ano cresceu 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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