A América Latina continua sendo a região mais endividada do mundo, embora a carga do serviço da dívida tenha diminuído graças ao aumento das exportações, segundo um informe divulgado ontem pelo Instituto de Finanças Internacionais (IFI).
A relação dívida externa/exportações da América Latina, que era de 300% em 1990, baixou para 217% no final de 1996, destacou o IFI, que representa 250 bancos privados internacionais.
Os países com o fardo mais pesado são Peru, Argentina e Brasil, com 405%, 334% e 330% respectivamente, mas a relação do Peru mudará significamente quando for implementada a reestruturação que o país se comprometeu a fazer, como parte do Plano Brady, segundo o instituto.
O México tem a segunda maior dívida externa em dólares, depois do Brasil, mas o recente aumento de suas exportações fez baixar sua relação dívida/exportações para 152%.
A dívida externa total das 29 maiores economias em desenvolvimento - entre elas nove da América Latina - aumentou de 1,63 trilhão de dólares em 1995 a 1,72 trilhão em 1996, segundo o informe bancário.
Para o conjunto desses 29 países a relação dívida externa/exportações baixou de 140% em 1995 a 137% em 1996. Uma década atrás, antes de a maioria se beneficiar das reduções permitidas pelo Plano Brady, a relação era de quase 280%.
O total da dívida externa da Ásia subiu em 1996 para 671 bilhões e a relação dívida/exportações foi para 104%. A Índia é o único país asiático que repete os índices ‘‘latino-americanos’’ pois com 100 bilhões de dívida sua relação dívida/exportações é de 217%.

mockup