A taxa de crescimento econômico da América Latina poderá cair este ano a 3%, disse ontem o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Claudio Loser. ‘‘O crescimento no ano 2001 poderia ficar entre 3,0% e 3,5%’’, de acordo com os dados mais atuais do FMI, disse Loser à imprensa, antes de começar em Washington as reuniões anuais da primavera do FMI e do Banco Mundial.
Esta projeção é, em média, meio ponto inferior aos 3,7% anunciados na quinta-feira pelo FMI em seu informe semestral sobre as Perspectivas Econômicas Mundiais, e mais de um ponto abaixo dos 4,5% que o mesmo instituto projetava em outubro passado.
‘‘A desaceleração está sendo mais forte do que se pensava’’, disse Loser. As novas projeções contrastam com um crescimento de 4,1% no ano 2000, e obedecem principalmente a desaceleração nos Estados Unidos, assim como a deterioração geral do clima econômico global, indicou o especialista do FMI.
Medidas na ArgentinaO ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, anunciou ontem as primeiras medidas concretas de seu Plano de Competitividade. Cavallo explicou que a partir do dia 1º de maio, o Imposto de Valor Agregado (IVA), será reduzido de 21% para 10,5%. Segundo Cavallo, com esta redução será completada a redução de 14% a 0% das tarifas extra-Mercosul de importação de bens de capital. O ministro sustentou que desta forma, na semana que vem, o investimento na Argentina custará 25% menos do que na atualidade, ‘‘para que a atividade se recupere e a economia volte a crescer’’.

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