América do Sul pode ser didivida em doze eixos
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
A América do Sul poderá ser dividida em doze eixos de integração com o objetivo de dar mais competitividade internacional à economia da Região. A proposta, feita em conjunto pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Caja Andina de Fomento (CAF) e Fundo Financeiro do Prata (Fonplata), é o primeiro fruto da reunião dos presidentes da América do Sul, ocorrida em Brasíllia no início de setembro. Apesar da definição dos eixos, os projetos considerados prioritários só devem ser definidos a partir de março.
Em Montevidéu, no Uruguai, os ministros de infra-estrutura dos países do continente devem definir a metodologia que vai nortear este processo de integração. Pode ser que o número de eixos seja mantido ou mesmo reduzido, disse o ministro do Planejamento, Martus Tavares. O modelo a ser adotado para o continente será semelhante ao adotado no programa Avança Brasil, lançado este ano pelo governo federal.
Para identificação desses espaços econômicos foram
avaliadas as potencialidades de integração de transportes, energia e telecomunicações, além da possibilidade de aumentar o desenvolvimento regional. Dos 12 eixos propostos, disse o ministro, cinco já
poderiam ter seus trabalhos de avaliação e propostas iniciados em março de 2001. O primeiro é o Eixo Mercosul, que liga São Paulo, Montevidéu, Buenos Aires e Santiago do Chile. Outro é o Eixo Andino, entre Caracas (Venezuela), Bogotá (Colômbia), Quito (Equador), Lima (Peru) e La Paz (Bolívia). Há ainda o Eixo Interoceânico (Brasil, Bolívia, Peru e Chile), bem como o Eixo Venezuela/ Brasil/ Guiana e Suriname. O último dos cinco é o Eixo Multimodal Orinoco/ Amazonas e Prata, que liga as principais bacias hidrográficas do continente.
Cuba As negociações para um acordo na área de comércio exterior entre Cuba e o Mercosul serão realizadas entre março e setembro de 2001. Nesse período, os representantes dos cinco países estarão discutindo quais produtos deverão integrar uma lista para redução tarifária para as importações. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Peréz Roque, afirmou ontem que, depois dos acordos bilaterais com Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina que deve ser fechado em janeiro próximo , seu país pretende ampliar o fluxo comercial com o cone Sul.


