O maior perigo hoje para a economia brasileira não é interno, mas vem do mercado internacional. O alerta foi feito ontem por vários economistas que participaram do 7º Encontro Nacional do Mercado Financeiro, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, que termina hoje. A crise na Argentina, a dúvida se os Estados Unidos conseguirão ter um pouso suave ou brusco do forte crescimento de sua economia, a alta dos juros americanos e a incerteza sobre o preço do barril do petróleo no exterior são os piores temores.
O ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, acredita que a economia brasileira esteja sendo bastante afetada por choques externos. Ele citou como dois fatores principais a dúvida sobre o ‘‘soft landing’’ (aterrissagem suave) nos EUA e a crise econômica argentina. ‘‘Já está claro que o crescimento econômico norte-americano sofrerá um desaquecimento, e é possível que a aterrisagem não será tão suave como gostaríamos’’, afirmou Pastore.
Em relação à Argentina, o economista disse que a economia do país vizinho ‘‘atravessa uma recessão profunda, sem ter instrumentos para sair dela’’.

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