Curitiba- Os funcionários da montadora Renault deram prazo até o dia 7 de fevereiro para que a empresa se manifeste sobre a possibilidade de demitir quatro delegados sindicais que representam os trabalhadores. A decisão foi tomada ontem durante uma reunião entre a direção da companhia e o Sindicato dos Metalúrgicos.
Os delegados sindicais Robson da Silva, Irineu Carvalho, Gilberto Miranda e Alceu dos Santos pretendem permanecer acampados na empresa. O sindicato também vai fazer uma vigília contra a realização de horas extras.
Os trabalhadores ameaçavam entrar em greve por tempo indeterminado, caso a empresa aplicasse algum tipo de punição para os quatro representantes dos funcionários. De acordo com Silva, os funcionários da linha de produção teriam sido obrigados a trabalhar em regime de hora extra no dia 19. Segundo a empresa, representantes do sindicato teriam impedido a entrada dos funcionários.
A empresa abriu processo investigatório contra os quatro representantes com possibilidade de demissão por justa causa. A Renault está apurando o assunto através de procedimento judicial que pode ocasionar demissões no futuro. Em dezembro, a montadora produziu 6 mil carros e em 2007 109 mil unidades dos modelos, Scénic, Mégane Sedan, Mégane Gran Tour, Logan, Sandero e furgão Master.

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