Quem não trabalha dentro da estrutura montada pela Fórmula Truck, expõe seus produtos na rua ou monta barracas nos arredores do autódromo. Há três anos com uma barraquinha de pastel próximo ao autódromo, a comerciante Maria Elizabeth da Silva também não perde tempo. ''Aqui, eu me distraio e ainda ganho um dinheiro. Apesar de ter bastante concorrência, consigo vender mais pastéis que um dia comum, quando sai uns 50. Em dia de evento cheio, com tempo bom, chego a vender 300 pastéis'', conta.
Darci Pires dos Santos, açougueiro, 63 anos, é mais um dos trabalhadores que não descansam nem mesmo no domingo. ''O dinheiro que ganho trabalhando em eventos nos domingos completa a renda de casa. Se vendo de 200 a 300 espetinhos num dia, dá o que ganho em uma semana no meu trabalho. É o que ajuda pagar as prestações''.
E a procura por trabalho também vem de fora. Desempregado e com quatro filhos para sustentar, Antonio Miguel da Silva, 50 anos, vai atrás das corridas da Fórmula Truck. ''Moro em São Paulo e vou a quase todas as corridas. Como estou desempregado, acompanho as etapas vendendo camisetas, bonés e mini-capacetes das marcas conhecidas. Num dia de sol e de movimento, chego a ganhar de R$ 400,00 a R$ 500,00. Apesar de ter o custo da viagem, o que sobra dá para ajudar nas despesas em casa''. (M.T.)

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