Ambiente externo comporta juros baixos
Para o presidente do Dresdner Bank Brasil, o economista Winston Fritsch, secretário de Política Econômica no governo Itamar Franco, a economia hoje vai razoavelmente bem comparada ao ano passado. No front externo, os fatores fundamentais serão a evolução da economia argentina no curto prazo e a continuidade do descolamento do Brasil, além da retomada da economia americana. A evolução da economia americana e, a partir disso, da internacional, vai movimentar outras variáveis positivamente, afirmou.
O economista acredita que a taxa básica poderá chegar aos 15% no fim do ano, num cenário positivo, de recuperação internacional e sem alguma complicação vinda da economia argentina. Junta ainda ao cenário a manutenção do equilíbrio fiscal e uma transição no campo eleitoral sem sobressaltos dos fundamentos da política macroeconômica.
Sinaliza, contudo, que os juros poderão ser afrouxados mais para o meio do ano. E diz não acreditar num recuo das taxas para fins eleitorais: Não me lembro de uma administração do Banco Central tão independente como esta.





