O governador do Amazonas, Amazonino Mendes, pediu ontem ao presidente Fernando Henrique Cardoso a revisão de pontos da lei de informática. Ele quer aproveitar a regulamentação da lei para mudar os aspectos que considera lesivos à manutenção da Zona Franca de Manaus. ‘‘Estamos procurando o caminho da sensatez’’, disse o governador ao deixar o Palácio da Alvorada. ‘‘Não queremos confronto’’, acrescentou, referindo-se ao resultado de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF), que poderá ser votada hoje.
O governador amazonense quer excluir da lei de informática a produção de monitores de vídeo e telefones celulares. Na sua opinião, a nova legislação torna inviável a continuidade da Zona Franca de Manaus, já que estende a todo o País vantagens até então exclusivas daquele pólo produtor. No encontro, Amazonino Mendes usou argumentos técnicos para tentar conquistar o apoio do presidente à sua batalha. Ele já perdeu no Congresso, mas imagina ser possível recuperar parte da lei na regulamentação.
Amazonino deixou o Alvorada defendendo a definição de um grande projeto de desenvolvimento para a região.

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