Rio de Janeiro – O ministro do Desenvolvimento, Sergio Amaral, defendeu ontem uma negociação com a Bolívia para baixar o preço do gás daquele país vendido ao Brasil, que ele considera elevado. ‘‘O preço do gás da Bolívia está hoje acima da evolução dos mercados internacionais e acima das outras alternativas energéticas (energia hidrelétrica, por exemplo) do Brasil’’, disse.
Para o ministro, o preço alto está afugentando investidores, inclusive externos, do Brasil. ‘‘Isso está desincentivando investimentos previstos para serem feitos, seja na geração de energia (térmicas a gás), seja em setores industriais (que podem usar o insumo no seu processo produtivo).’’ Amaral também disse que o Brasil poderá se beneficiar do Pró-Álcool, exportando tecnologia, máquinas e o próprio álcool para países que estudam usar o produto como combustível. É o caso de Índia, China, EUA e Japão. Ele citou a oportunidade criada pela Índia, que vai misturar 5% de álcool ao diesel. ‘‘O Pró-Álcool está renascendo no mundo.’’
Sobre a China, o ministro afirmou que fechou acordos pelos quais empresas chinesas serão financiadas pelo governo brasileiro e vice-versa. Disse ainda que o BNDES vai financiar exportações para aquele país, mas com garantia do banco de fomento chinês.
‘‘São mercados novos e o governo tem de dar uma ajuda para que as empresas se estabeleçam. E essa ajuda é financiamento.’’

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