Amaral diz que as agências não estão distinguindo países
O porta-voz da Presidência da República, Sérgio Amaral, disse ontem que as agências de classificação de risco infelizmente não estão fazendo diferenciação entre países. As agências de avaliação de crédito estão sendo extremamente cautelosas, sobretudo depois da crise da Ásia, em que elas foram pegas de surpresa. Infelizmente elas não estão diferenciando entre países, mas manifestando uma desconfiança em relação a mercados emergentes em geral, afirmou Amaral.
Às 16h45 de ontem, ao ser questionado sobre a queda da Bolsa de Valores, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi lacônico: O que posso (fazer)? Eu não estou lá. Ao comentar mais uma saída de recursos, verificada ontem, Amaral disse que elas não configuram nenhuma corrida em relação ao real. Para ele, embora o governo não tenha perda nenhuma com essa saída, ela é ruim na medida em que cria uma certa desconfiança em relação aos papéis brasileiros.
Essa fuga está se registrando, segundo Amaral, porque investidores brasileiros estão se dando conta de que os papéis brasileiros no exterior estão a um preço muito baixo e, por isso, estão enviando recursos e comprando esses papéis. Eles se tornaram altamente rentáveis, afirmou. Amaral reafirmou que não há nenhuma mudança na política cambial prevista pelo governo.
TítulosOntem, pela terceira vez, o Banco Central brasileiro não vendeu todos os títulos que pagam juros pós-fixados que levou a mercado. Foram leiloados R$ 2 bilhões de LBCs, Letras do Banco Central, mas só R$ 340 milhões foram comprados. Os bancos voltaram a pedir um prêmio para carregar esses papéis. Queriam, além das taxas de juros do dia-a-dia, o over, que o Banco Central paga, uma taxa extra. O BC não aceitou.





