Amaporã decreta situação de emergência
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quarta-feira, 02 de novembro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Prefeitura de Amaporã (43 quilômetros a oeste de Paranavaí) decretou situação de emergência por conta dos prejuízos financeiros que os criadores de gado e produtores de leite estão tendo com a suspeita de febre aftosa no município. Junto com outras 31 cidades paranaenses, Amaporã foi considerada área de risco sanitário pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O decreto foi publicado, oficialmente, na terça-feira.
Os outros três municípios que tiveram, primeiramente, restrições impostas pelo ministério Maringá, Loanda e Grandes Rios também estudam a possibilidade de adotar medida semelhante.
A prefeita de Amaporã, Terezinha Fumiko Yamakawa (PPS), espera que com a decretação de emergência o município tenha mais facilidade de pleitear recursos junto aos governos estadual e federal para ressarcir, de alguma forma, os prejuízos econômico-financeiros. Ela entende que a crise no campo afeta não só a pecuária, mas toda a economia local. Hoje, a prefeitura deve encaminhar um ofício à Defesa Civil, informando sobre o decreto.
Terezinha afirmou que, não há, ainda, como dimensionar, em valores, os prejuízos, mas, segundo a prefeita, a base econômica do município que tem cerca de 5 mil habitantes é a pecuária. Além da produção de leite, que está sendo em parte descartada, os criadores de gado de corte e de elite não estão podendo entregar animais e material de reprodução já negociados. ''Enquanto não sai o resultado dos exames, é uma incerteza'', acrescentou.
Ainda de acordo com Terezinha, os produtores de leite não têm como vender o produto pois o município não dispõe de estrutura para pasteurização. O único laticínio de Amaporã, segundo ela, está fechado.
O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Orlando Pessuti, destacou que a Instrução Normativa nº 34, publicada pelo Ministério da Agricultura, abre brecha para que o trânsito de animais, leite e derivados entre os municípios que estão na área de risco sanitário, desde que passem por processos que permitam a inativação do vírus. Ele assegurou que os produtores de Amaporã podem, por exemplo, usar laticínios de Paranavaí para pasteurizar o leite e, assim, vendê-lo para outros municípios.
Sobre a decretação de estado de emergência, Pessuti informou que colocará técnicos da secretaria à disposição dos municípios que precisarem adotar a medida para ajudar no levantamento das condições, já que é necessário embasamento técnico para apelar para esse tipo de instrumento. ''Independente da situação de emergência, o governo do Estado vai ajudar esses municípios de alguma forma'', garantiu.
Pessuti espera receber, hoje, os laudos preliminares dos exames feitos no material colhido do animal sacrificado em Maringá. Extra-oficialmente, o secretário soube que resultados parciais indicaram que não havia lesões provocadas pelo vírus da febre aftosa.


