Amadeo diz que retração do PIB em 99 está praticamente afastada
Agência Estado
De Brasília
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve manter-se estável este ano, em vez de apresentar uma retração de 1%, como havia sido projetado na última revisão do acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A opinião é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, que divulgou ontem o Boletim de Acompanhamento Macroeconômico do último mês de agosto. Nós estamos muito mais próximos do crescimento zero, hoje, do que da retração de 1%.
Essa possibilidade de não haver uma retração do PIB brasileiro, no mesmo ano da desvalorização do câmbio, foi considerada um indicativo positivo por Amadeo em relação à recuperação da economia. Ele lembrou que em 1998 os países do sudeste asiático que desvalorizaram suas moedas registraram, em média, retração de 7,5% do PIB.
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico divulgado por Amadeo trouxe uma análise das recuperações das exportações brasileiras após as desvalorizações registradas nos anos 1983, 87, 91 e 99.
Isto significaria, para este ano, uma recuperação das exportações a partir do último trimestre do ano. Apesar de condicionar esta recuperação aos cenários internacionais, Amadeo entende que a perspectiva de recuperação é positiva. O importante é que recuperação sempre há, afirmou.
De acordo com os dados do boletim divulgado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o Brasil ainda é um país com um perfil de endividamento pequeno de sua população. Numa comparação entre a relação de crédito ao setor privado em proporção ao PIB do País, o volume de crédito contraído pela população brasileira é de apenas 28,5% do Produto Interno Bruto. Em países como os Estados Unidos, essa relação é de 71,5%.





