Há 30 anos em atividade, empresa da Região Metropolitana de Curitiba acredita em um crescimento de 15% no aluguel de contêineres no primeiro semestre deste ano
Há 30 anos em atividade, empresa da Região Metropolitana de Curitiba acredita em um crescimento de 15% no aluguel de contêineres no primeiro semestre deste ano | Foto: Divulgação



A locação de contêineres é um nicho de mercado que está começando no Brasil, mas demonstra um alto potencial de crescimento. As empresas estão investindo no fornecimento de estruturas para construção civil, logística e câmeras frias. "O mercado doméstico está se abrindo. Ainda são poucos os players que estão trabalhando com locação", afirma Jonathan Gabardo, diretor comercial da Delta Containers.
A empresa sediada em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) trabalha há 30 anos com venda, armazenagem, construção, reparo e modificação de contêineres. Mas desde o ano passado, vem apostando na locação. "É uma solução rápida, móvel e temporária, que vai ao encontro da falta de infraestrutura do País", comenta o diretor.
A Delta acredita em um crescimento de 15% no aluguel de contêineres no primeiro semestre deste ano. Os modelos secos, refrigerados e módulos habitacionais são os mais requisitados. Os secos são ideais para armazenamento de ferramentas, por exemplo, e também podem ser usados para transporte. Os refrigerados são usados para transporte de cargas que necessitam de temperatura controlada.
Um nicho que vem crescendo e deve ser a aposta do mercado para 2017 é o de locação dos refrigerados para serem utilizados como câmeras frias temporárias. O uso da estrutura como câmera fria pode representar uma economia de 40% no custo de implantação.
"Podemos dividir essa redução em 30% com custo de construção e 10% de custo benefício. A construção de uma câmera fria pode levar de três a quatro meses. Um contêiner refrigerado pode estar em funcionamento em 24 horas", explica Gabardo. A empresa tem uma frota de 1.700 contêineres refrigerados e secos com uma ocupação média de 90%.

RETRAÇÃO
Segundo Gabardo, a construção civil é uma das maiores consumidoras das estruturas, que são utilizadas como vestiários, escritórios e depósitos. Mas a retração no setor também atingiu a locação. "Até 2015 produzíamos sob demanda, mas depois começou a ter uma baixa que chegou até uma redução de 25%", comenta o diretor.
Mas o mercado começa a apresentar uma melhorar e a expectativa é de um reflexo positivo na locação. De acordo com a Associação Brasileira de Locadoras de Bens Móveis (Alec), em 2015 e 2016 pesquisas apontaram um queda na locação de equipamentos para a construção civil, redução do faturamento e uma inadimplência na casa dos 15%.
"Percebemos em janeiro uma certa estabilidade. Temos perspectivas reais com a liberação do saque do FGTS da contas inativas. Acreditamos que a locação de equipamentos vai melhorar e com isso a locação de contêineres, pois o construtor precisa da estrutura para guardar os equipamentos", afirma o diretor de expansão da Alec, Márcio Martins.

VENDAS
O uso dos contêineres para construção de residências sustentáveis também vem conquistando espaço. A Armani Containers, que atua no setor há seis anos, teve um crescimento de 50% na procura por projetos residenciais e comerciais. A rapidez e economia são algumas das vantagens propagadas pelas empresas. Segundo o sócio da Armani, Alexandre Spindola Armani, a diferença de custo da mão de obra em uma estrutura em alvenaria e de revestimento de um contêineres fica em torno de R$ 500 o metro quadrado. "Esse é um setor que está começando e tem muito o que crescer", aposta Armani.
A empresa também tem registrado dados positivos com a locação de estruturas prontas, principalmente contêineres transformados em bares e lanchonetes. "A locação para terceiros deve ser uma tendência para este ano. Para quem aluga é mais simples e nós temos um retorno alto", comenta. A empresa tem em estoque 80 contêineres, sendo 30 modificados, entre lanchonetes, escritórios, vestiários e alojamentos.

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