Na região do Arenito Caiuá, onde áreas degradadas por pastagens também são arrendadas para a agricultura, os produtores estão descontentes com o aumento no valor do arrendamento.
De acordo com Marcos Canezaris Sanitá, engenheiro agrônomo da Cooperativa Agropecuária Goiorê (Coagel), enquanto há cinco anos o preço chegava a oito sacas por hectare apenas no quinto ano de plantio, atualmente, os pecuaristas querem cobrar oito sacas fixas desde o primeiro ano. ''A realidade da região não comporta esses valores'', comentou.
O agricultor Marcos Marcon, que arrenda 500 hectares na região de Umuarama, planeja entregar as terras e mudar para o Tocantins se os preços não forem revistos. Há quatro anos, ele arrendou áreas a custo zero no primeiro ano, com pagamento de quatro sacas por hectare no segundo ano e seis sacas nos terceiro e quarto anos. ''Hoje o pessoal pede até 12 sacas desde o primeiro ano. O custo da soja é de 30 sacas por hectare, sem o arrendamento, com produtividade média de 40 sacas por hectare na região. Esse valor é inviável'', reclamou.

mockup