Alto custo restringe falsificação
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de abril de 2001
De Curitiba 
Casos de falsificações de moedas no Brasil são bem raros. Segundo o chefe em exercício do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, Luis Henrique de Almeida Cabral, o custo de reproduzir o dinheiro metálico não compensa. Principalmente nessa nova família, em que a moeda de R$ 1,00 é bimetálica, por exemplo, diz.
Cabral lembra que há dois anos houve um surto de moedas falsificadas no Sul do País. O delegado de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários em Curitiba, Antônio Carlos Floriano Lessa, esclarece que uma quadrilha que atuava no Paraná foi presa no início do ano passado, e que desde então poucos casos envolvendo dinheiro metálico falsificado foram registrados no Estado.
Segundo Lessa, em 1999 no Paraná foram apreendidas 20 mil moedas falsas de R$ 1,00. Em 2000, esse número foi de 10 mil, além de maquinário utilizado pela quadrilha, que atuava em Contenda, Região Metropolitana de Curitiba. Acredito que as moedas falsas que aparecem atualmente são remanescentes do que foi produzido por esses falsificadores, e que pouco a pouco a rede bancária vai detectando-as e tirando-as de circulação. (R.F.)


