Um dos principais motivos para a utilização de software sem licença é o custo associado ao uso do software original. A Sonkey, loja de instrumentos musicais, estima gastar cerca de R$ 40 mil ao ano com licenças de uso que incluem Sistemas Operacionais, editores de textos e de planilhas, software de gestão (ERP) e outros aplicativos para 70 computadores. Softwares de administração do ambiente de TI, como soluções de virtualização, de banco de dados e de backup, por exemplo, também entram no rol.
Entretanto, a empresa não deixa de investir no original. "Os benefícios principais são a confiabilidade do software instalado, o suporte provido pelo fabricante quanto à operacionalidade e eficácia nas atividades a que se propõe. Podemos citar também a tranquilidade de se trabalhar em um ambiente legalizado", pontua Luciano Matsumoto, gerente de TI da Sonkey.
Por outro lado, existem soluções que possibilitam usufruir de uma boa infraestrutura de TI sem ferir a lei e reduzindo custos. A empresa de automolas Aesa é uma das que utilizam sistema de virtualização, chamado de Remote Desktop Service (RDS). Neste tipo de arquitetura, o sistema operacional fica em uma central e é acessado remotamente pelos demais computadores com custo diferenciado de licença por usuário.
A empresa também utiliza plataforma Linux, que é gratuita e aberta, para outras atividades. No fim, sobram as licenças de outros softwares específicos, como o Solid Works, que custam cifras menores à empresa. Com cerca de 30 usuários no sistema RDS, Renato Cressio Barzon, gerente de TI, estima gasto de cerca de R$ 10 mil com licenças. Além de reduzir os custos de licença, o RDS diminui custos de manutenção e problemas de implementação, salienta Barzon.(M.F.C.)

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