ALTERNATIVA AO PLANTIO - Fumo tem dias contados no Paraná
Os fumicultores da região de Irati (135 km ao norte de União da Vitória) começam a discutir neste segundo semestre a possibilidade de plantar outras culturas, além do plantio da folha de fumo. A iniciativa do debate partiu do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e sociedade organizada, visando fomentar alternativas de produção agrícola para que, gradualmente, os fumicultores abandonem de vez a atividade. Atualmente, o Paraná produz 157 mil toneladas de fumo por ano. O governo federal pretende investir R$ 5 milhões em sete estados da federação nos próximos anos, visando erradicar a produção de fumo no País. O Paraná receberá R$ 1 milhão para incentivar outros tipos de produção agrícola. A ação governamental se deve ao fato de que o Brasil é um dos 157 signatários da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a redução do consumo de cigarros e de outros produtos derivados do tabaco. A Seab está trabalhando em conjunto com o MDA no projeto de diversificação. Os recursos ficam com a Emater, que repassará aos fumicultores, mediante projetos e propostas de diversificação. O início deste debate inédito aconteceu quarta e quinta-feira, no 1º Fórum da Diversificação das Propriedades que Cultivam Fumo. Irati é a maior produtora de fumo no Estado, com 18 mil hectares plantados.
- Planta cujo nome científico é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância chamada nicotina, seu princípio ativo. No tabaco encontram-se também algumas substâncias muito tóxicas, como terebentina, formol,
amônia, naftalina
- Cidade paranaense a cerca de 150 quilômetros de Curitiba. Em 2007, o município completou cem anos de emancipação político-administrativa
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