O terreno adquirido pela Angeloni na Avenida Madre Leônia Milito tem zoneamento comercial. Mas os lotes adquiridos posteriormente, voltados à Rua Ulrico Zuinglio, são residenciais. É por lá que devem entrar os caminhões para abastecer o hipermercado. O problema é que, segundo a Lei, no ato de anexação de lotes de diferentes zoneamentos passa a valer o de menor coeficiente. Por isso, é necessária a alteração.
A instalação do hipermercado Angeloni na Avenida Madre Leônia Milito foi aprovado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e pelo Conselho Municipal da Cidade (CMC). Os órgãos pediram medidas mitigadoras devido ao tráfego que o empreendimento vai gerar, com as quais a empresa concordou.
Mas, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, presidida pelo vereador Joel Garcia, apresentou dia 18 de dezembro um parecer dizendo que a loja é inviável no local uma vez que vai inviabilizar o tráfego na região. Também assinado por Jacks Dias, o texto diz que engenheiros e funcionários do Ippul fizeram "uma verdadeira lambança" no processo de liberação do investimento. E que atuaram com "desídia" no estabelecimento de medidas mitigadoras. Esse foi um dos motivos do debate na sessão de ontem.
Outros vereadores também reclamaram que os problemas gerados pelos projetos de mudança de zoneamento para permitir a instalação de empresas acabam "nas costas" da Câmara. (N.B.)

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