Curitiba - Com as temperaturas elevadas das últimas semanas, além de ser mais difícil de encontrar, os ventiladores e aparelhos de ar-condicionado também ficaram mais caros por conta do aumento da demanda por estes produtos. Um levantamento realizado pelo site de pesquisa de preços Já Cotei mostrou que um ventilador da marca Arno com 30 cm está com uma variação de preços de R$ 119 a R$ 199,92. No dia 1º de janeiro, este produto custava R$ 98,91 e na última quarta-feira era vendido a R$ 119, considerando o menor preço.
No mesmo site, um ventilador Britânia tinha o preço variando entre R$ 179,91 e R$ 299,88. No início de fevereiro, este produto era comercializado por R$ 249,90 e no último dia 12 por R$ 299,88.
Um ventilador de teto Arno passou de R$ 250,21 no final de janeiro para R$ 264,11 na última quarta-feira. Um aparelho de ar-condicionado Consul com controle remoto que era vendido a R$ 1.034,10 no dia 5 de fevereiro, no última quarta-feira era encontrado por R$ 1.249,00. E um ar-condicionado portátil da marca Philco que saía por R$ 1.899,05, na quarta-feira custava R$ 1.994,05.
Só na rede de supermercados Walmart houve um crescimento de 220% na procura por ventiladores na comparação com o mesmo período de 2013. Em climatizadores e ar-condicionado, esse índice foi de 240%.
O Walmart informou ainda que as lojas recebem semanalmente novos lotes de ventiladores, climatizadores e ar-condicionado. Mas, como a demanda está grande, os produtos que chegam são vendidos no mesmo dia, não importanto a cor ou o modelo. Os modelos portáteis de climatizadores e ar-condicionado são os mais procurados. E, segundo a empresa, os preços não foram reajustados.
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, disse que há falta de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado no mercado e, quando o consumidor encontra estes produtos, eles estão caros. "A tendência de preços é maior. Por isso, as pessoas têm que pesquisar muito antes de comprar", alertou.
Ela também recomendou que, antes de decidir pela compra, o consumidor precisa verificar se vai utilizar todas as funções que o aparelho oferece. "É preciso avaliar o custo-benefício", disse.
A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, disse que o órgão ainda não recebeu nenhuma reclamação dos consumidores em relação a preços. Ela lembrou que não existe tabelamento de preços para esses tipos de produtos. Também recomendou que o consumidor pesquise preços antes de adquirí-los.

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