O empresariado, assim como o consumidor, também sofre com a cobrança tributos, independentemente do tamanho do negócio que possui. Marcelo Diniz, presidente do Instituto de Direito Tributário de Londrina (IDTL), ressalta que ''a tributação exagerada, desmedida e injusta significa baixa lucratividade, desestímulo ao crescimento, paralisação de atividades e ausência de efetiva distribuição de riquezas''.
Nivaldo Benvenho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), salienta que cada vez que se atinge estes valores exorbitantes, é um momento de lamentação. ''Se todo este dinheiro estivesse sendo aplicado para movimentar a economia ao invés de ser gasto com a máquina pública seria ótimo'', ressalta. Benvenho comenta ainda que esta tributação elevada prejudica a indústria brasileira frente aos produtos estrangeiros, principalmente os chineses. ''Convido você a ir em qualquer loja para ver como a disputa é desigual entre os produtos chineses e os brasileiros'', desafia.
Lucas Prado Lone, proprietário da Maxwell Bohr, empresa de instrumentação eletrônica, concorda com o presidente da Acil. Prado considera a carga tributária no País ''elevada e confusa''. Ele aponta que sua empresa está inserida no Simples, que possui alíquotas reduzidas, mas há uma preocupação constante para não deixar esta faixa dos beneficiados. ''É uma situação apertada, que chega até a desfavorecer o crescimento. Isso pode nos fazer perder os benefícios, o que é perigoso''.
Um dos seus produtos, conhecido como ''aceno digital'', utilizado em bares e restaurantes, acaba sofrendo uma concorrência forte com os importados. ''Temos que lidar com o peso do real e toda uma situação tributária, tanto dos impostos como na folha de pagamento. Acabamos enfrentanto concorrência de todas as formas, desde produtos praticamente de graça e com uma qualidade inferior até com melhor qualidade e preços mais competitivos'', finaliza. (V.L.)

mockup