Alta rotatividade dificulta treinamento
O empresário Alexandre Alves de Melo atua no ramo de alimentação, em Londrina, há 30 anos. Segundo ele, a rotatividade no setor é grande por causa do período de trabalho, que inclui sábados, domingos e feriados. "O setor não paga mal, mas todo mundo quer estar com a família e nós ganhamos dinheiro no fim de semana", afirma. Recentemente, em uma de suas lanchonetes, Melo precisou desligar 14 dos 25 funcionários por faltas consecutivas. O empresário diz que os treinamentos para a equipe são constantes, no entanto, a rotatividade de garçons e balconistas dificulta o treinamento. "Você começa a treinar e outro estabelecimento que está abrindo, e não conhece o mercado, oferece salário maior e o funcionário vai", relata. Luciano Oliveira, dono de um restaurante self-service há seis anos, diz que procura contratar estudantes em seu estabelecimento. "Geralmente eles começam com 16 anos e vão até os 21, depois acabam procurando uma coisa melhor", relata. (C.F.)





