O mercado de Londrina estava um pouco confuso ontem com o aumento médio de 9,89% no preço do gás de cozinha. O segundo aumento do produto no período de sete meses. Algumas revendas da cidade incorporaram automaticamente o índice aos preços, mas outras aguardavam orientações de fornecedores para definir o reajuste.
José Carlos Stuani, gerente comercial da Minasgás, diz que não teve nenhum problema em reajustar. Simplesmente acrescentou os 9,89% no preço ao consumidor e repassou o novo valor aos revendedores terceirizados. Com o reajuste, o botijão na portaria custa R$ 7,34 e para entrega, R$ 9,50.
A Londrigás ainda praticava preços velhos, ontem: R$ 8,70 para entrega e R$ 6,71 na portaria. O proprietário, Américo Vieira, esperava por uma nova tabela da engarrafadora e fornecedora Servgás, de Presidente Prudente (SP). E temia a cobrança de índice superior ao anunciado pelo governo.
‘‘Recebi informações de que as companhias querem cobrar mais que 10%’’, afirmou Vieira. A Servgás, por sua vez, disse à Folha que não tinha ‘‘nada a declarar’’. O gerente João Pedro Rodrigues afirmou apenas que precisava entrar em contato com o Departamento Nacional de Combustível (DNC) para definir o índice de reajuste a ser adotado pela companhia.
‘‘O índice que o governo anunciou representa a média nacional; agora precisamos conhecer os índices regionalizados’’, afirmou o gerente da Servgás.

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