A escalada nos preços dos serviços está afastando os consumidores. O segmento de prestação para famílias teve crescimento nominal de 4,4% em novembro de 2014 ante novembro de 2013, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Apesar de o rendimento ter aumentado, as famílias não estão se direcionando para esse segmento. Isso indica que os preços estão afetando essa decisão de não consumir esses serviços", avaliou o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, .
Saldanha chamou atenção para a alta de 2,7% na renda média do trabalhador em novembro de 2014, em comparação com novembro de 2013. A massa de rendimentos pagos aos ocupados também subiu 3% no período. "Mas esse crescimento não se refletiu no consumo de serviços", apontou.
Ainda, ele diz que o indicador geral acompanha a redução nas encomendas da indústria, do governo e do comércio. "Os serviços passam por uma desaceleração provocada por uma redução no consumo das famílias, um consumo menor das empresas, principalmente industriais, e até do governo, que estão cortando seus custos e demandando menos serviços", explicou Saldanha.
Outro reflexo do desaquecimento da demanda está no subsetor de serviços administrativos e complementares, que abrange os aluguéis não imobiliários, ramo que amargou uma queda de 6,6% em novembro. "São aluguéis de máquinas e equipamentos, de andaime, máquina para a engenharia civil, geradores", contou.
Já a redução de encomendas da indústria tem provocado a menor demanda por frete. Em novembro do ano passado, o setor de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio cresceu 3,9%

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