Alta nos materiais escolares pressiona IPC
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terça-feira, 13 de janeiro de 2004
André Palhano<br>Agência Estado 
São Paulo- O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), foi de 0,59% na primeira quadrissemana de janeiro, acima do apurado no mês de dezembro, quando a inflação foi de 0,42%. Os analistas esperavam no máximo 0,50%.
O período das matrículas escolares fez com que o grupo Educação liderasse a alta do período, subindo 2,21% (alta de 0,22% no fechamento de dezembro). Despesas Pessoais avançou 1,67%, acima do aumento do 1,36% no último mês do ano passado. Vestuário foi o único item a registrar alta menor na comparação com o período anterior, de 0,76%, contra 1,10%. Fatores sazonais fizeram com que Alimentação subisse 0,72%, bem acima do 0,51% de dezembro. Os preços do grupo Transportes subiram 0,40% (ante 0,38%) e Habitação avançou 0,11% (0,10% em dezembro). Já Saúde, que no fechamento do mês passado havia caído 0,22%, teve alta de 0,03%.
Apesar da alta de 0,59% na primeira quadrissemana, o índice deverá acumular em janeiro uma variação entre 0,40% a 0,50%, segundo o coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti.
A previsão leva em conta a expectativa de que os reajustes de pacotes de viagens (0,14%) e dos cigarros (0,06%) deixem de registrar o mesmo peso nas próximas semanas. ''Sei que já temos projeções mais altas para este mês, mas o fim do efeito dos pacotes de excursões e dos cigarros nos permite manter uma projeção entre 0,40% e 0,50% no período'', disse.
Para o coordenador, os reajustes nas mensalidades escolares na capital paulista devem continuar pressionando o índice ao longo das próximas quadrissemanas. Apesar da grande dispersão desses aumentos entre os diferentes bairros da capital, a Fipe estima que a contribuição média desse segmento sobre o IPC de janeiro deve ficar em torno dos 10%.


