Enquanto o consumidor paga R$ 2,00, em média, pelo quilo do feijão, o produtor vai receber R$ 1,33 pelo produto. O atacadista recebe atualmente R$ 1,86 pela mesma quantidade da mercadoria, mas desconta 12% do ICMS. ''Quem não se preocupa com a chuva e a seca é que está ganhando. No final, o consumidor paga o pato'', criticou o agricultor Marcos Roberto Marcon.
Para o corretor Marcelo Eduardo Luders, essa situação é passageira. Por isso, entende que os supermercados devem diminuir suas margens para não onerar o consumidor. ''O produtor enfrenta quebra na safra e os empacotadores não têm margem para diminuir'', justificou.
De acordo com Luders, a margem líquida do feijão praticada pelo varejo aumentou 440% nos últimos cinco anos. ''Só esse setor tem condições de amenizar o impacto no bolso do consumidor'', avaliou. Apesar do encarecimento, não deve haver diminuição no consumo. ''Substitutos como a lentilha e o macarrão, por exemplo, também estão mais caros.''
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